Confiemos e desfrutemos!
A busca incessante da felicidade.
Quantas definições de felicidade, umas mais profundas, outras mais simples. Gosto desta: “A felicidade é isso, estar quieto nos limites em que se está a dizer que não ao que está para além. Ser-se todo onde se é não onde não, (…)”, de Vergílio Ferreira no seu romance Para Sempre. Definição lindíssima do que se apregoa tanto nos nossos dias. Estar no Agora! Viver o Agora! Ser Presença!
Mais do que a felicidade, procuro estar presente no momento. Bem tento! Mas o meu pensamento voa! Voa à velocidade nem sei do quê! E cansa-me! Cansa-me! Cansa-me tanto! Recorro a várias técnicas para me ancorar no Aqui e Agora! Às vezes consigo, outras não! Provavelmente, sou pouco pragmática. Sou como sou! Aprender a conhecer-me, a estar comigo, a aceitar-me. Reconhecer que todas as minhas características são o que me tornam singular. E é, sem dúvida, na nossa singularidade que damos o nosso maior contributo à Humanidade.
Dias matizados…
Dias em que o acordar é leve e alegre e em que tudo desliza suavemente num aroma doce de paisagens bucólicas, singelas, perfeitas. Melodias que nos embalam e nos alentam!
Outros há em que o sono foi pesado e a neblina impede-nos a visão nítida. Dias sem sabor! Dias amargos!
Mas há mais… Há de todas as cores…
Gostaria que o meu tivesse sido alaranjado como o pêssego, mas não foi!
“Dai-me, Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço.”
Gabriela Mistral, poetisa
Quanta incompreensão e quanta revolta no que nos acontece!
Sentimentos, emoções de mal-estar nos invadem pela não compreensão do que nos acontece. Questionamos, questionamos e quanto mais nos questionamos mais confusos e perturbados nos sentimos. E quando damos por nós o desespero e a angústia se instalaram.
A nossa existência não se reduz a esta vida. Muitas outras vidas vivemos e muitos danos causámos ao outro pelo egoísmo, pela ganância, pelo desejo desmedido do poder. Tudo o que semeamos colhemos. Se exploramos alguém, alguém vai explorar-nos, pois, tudo o que damos regressa a nós. Se queremos amor, então amemos! Se queremos perdão, então perdoemos!
Ho’oponopono, processo divino de purificação, restabelece a nossa paz, harmonizando-nos com o outro.
Sinto muito!
Perdoa-me!
Amo-te!
Obrigado/a!
http://www.luzdegaia.org/hooponopono/len.h
2011 - Tempo de balanço.
2012 - Tempo de renovação.
De algum modo o terminar de um ano leva-nos a fazer o balanço do que aconteceu durante o mesmo. Sonhos concretizados, outros nem por isso. Com o aproximar de um novo ano desabrocha também a Esperança de que a Vida melhore e novos sonhos surgem. É bom que assim seja, que haja renovação!
Se em cada amanhecer há sempre a possibilidade de renovar, no começo de um ano é bom que tenhamos uma atitude de receptividade muito grande de Esperança.
É tempo de agir. Ainda que pareça um absurdo, a melhor maneira de agir é a rendição. A rendição não é significado de passividade, muito pelo contrário. Rendição é sinónimo de Confiança Total no Eu Superior. É estarmos em sintonia perfeita com a nossa energia. É actuar de acordo com a nossa intuição que sabe o que é melhor para nós.
- Um dia partiste e eu senti-me abandonada…! Hoje sei que foi preciso para que eu me reencontrasse. - Foi o meu sentir em determinados momentos.
Ao longo desta minha Jornada, vários têm sido os momentos em que me tenho sentido abandonada pela partida de alguém. Momentos de solidão que de algum modo obrigam-me a penetrar no mais fundo de mim mesma. Têm sido esses momentos que me têm dado a oportunidade de me conhecer melhor.
Dentro de mim iniciei a viagem da minha descoberta, de quem sou, do meu sentir, da minha integridade enquanto SER.
Durante a exibição do filme A Árvore da Vida, dei por mim a fazer a minha viagem interior tal como algumas das personagens. Senti o meu Amor por mim, pela Vida, senti a União de Tudo o que É, senti a grandiosidade da CRIAÇÃO. Terminado o filme, estava imbuída dum Sentimento Maior de Grande União e de uma Confiança enorme em mim, por estar cada vez mais consciente da Divindade que existe em cada um de nós. A grande mensagem que eu absorvi deste filme foi o Amor. Para mim é o que dá sentido à Vida. Só em Amor conseguimos perdoar, não julgar, sentir a Unidade que somos, viver em harmonia connosco e com o outro que é a nossa continuidade, se bem que a densidade em que ainda estamos não nos permita ter essa consciência. Reconhecer que tudo o que fazemos por nós tem repercussões no outro e tudo o que fazemos ao outro tem repercussões em nós; só com esta consciência começamos a dar o melhor de nós mesmos em qualquer situação e assim, de um modo que parece tão simples, estamos a construir um MUNDO MELHOR.
Assim como Sophia de Mello Breyner Andresen e tantos outros, também eu acredito na construção de um Mundo Justo.
A Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
-Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
A Árvore da Vida
" A menos que você ame a sua vida passará rapidamente."
A minha amiga Juju gostava muito da frase "Um dia a ternura abraçará o mundo!", que publicitava um perfume.
A Juju adorava abraços e iniciou-me nesta prática.
Quanto Amor, quanta Ternura num ABRAÇO!
É no nosso contacto com o outro que ficamos a saber como somos. Quando falamos de nós, temos a tendência de idealizar e de nos auto-retratarmos de acordo com o que gostaríamos de ser. No decorrer das situações deparamo-nos com a realidade que, geralmente, não queremos aceitar, ou seja, mostramo-nos como somos. Nem sempre gostamos de como somos e queremos mudar, ser diferentes. Rejeitamo-nos. E entramos em estados de dor, de amargura. Queremos ser diferentes, mas como?
A aceitação de nós próprios é um passo muito importante.
Olharmos para nós com amor, com compreensão e, sobretudo, com tolerância. Só sendo tolerantes connosco, seremos capazes de nos aceitar e amar e, aí sim, gradualmente, podemos trabalhar no sentido de melhorar aqueles aspectos que mais nos desagradam. É um trabalho moroso e exige uma grande dose de paciência. Muita paciência. Ser paciente é uma característica que nos ajuda muito nesta Caminhada que nem sempre é aquela que queremos. Ser paciente não significa cruzar os braços, significa consciencializarmo-nos que há um Plano Superior do qual fazemos parte.
Na maior parte das vezes não temos capacidade para ver/compreender o Todo. Uma pequeníssima parte é o que vemos, quando vemos.
Ser paciente permite-nos fazer a nossa parte com serenidade (isto é, dar o nosso melhor), sabendo que Alguém toma conta de nós e num toque/agir perfeito, serve-se de cada um de nós para que o Plano Superior seja cumprido.
Esta Caminhada suaviza-se, quando a nossa atitude ajuda.
Há canções que me tocam… Esta é uma delas, pela melodia, pela letra, pela intérprete… pelo todo que considero harmonioso.
A máquina – Amor Electro
Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz.
É de pedir aos céus,
Porque este amor é meu,
E cedo vou saber
Que triste é viver.
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber
Que triste é viver.
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar,
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já sou vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.
Há dias estive ao telefone com o meu sobrinho Guilherme. Vai fazer três anos em Setembro. Foi a primeira vez que falou tanto comigo. Um discurso fluente e coerente. Contou-me histórias e mais histórias. Estava com a “pilha” toda. (Confidenciou-me a minha cunhada que o Guilherme estava a telefonar-me numa casinha, que o pai improvisara com um lençol, e que agora é um local por excelência do Gui.).
Estava pasmada, pois, o meu sobrinho nunca tinha falado tanto comigo! O que mais me deliciou foi que de vez em quando introduzia no discurso a expressão “Sabes, tia Myr,…”. Sem dúvida, a primeira vez é sempre a primeira vez! E ainda bem que continuamos a ser surpreendidos por actos, que sendo normais, para nós enquanto intervenientes no processo, são novidade.
Terminou a conversa “Sabes, tia Myr, agora vou brincar com os meus brinquedos!”.
A simplicidade das crianças que estão presentes no Aqui e no Agora e assim são felizes!
Grande lição!